A Lenda de Avalon - A espada do Rei

Confesso que ao me deparar com o título do livro imaginei que a história giraria em torno do lendário Rei Arthur e sua fantástica Excalibur. Só que para minha surpresa - e, acredito, de todos que já leram esse livro - o lendário monarca não passa de um mero coadjuvante nessa trama que nada mais é do que uma re-leitura dessa lenda milenar.

Na verdade Arthur só aparece no começo para em seguida sumir do mapa e... Bem, vou deixar no ar a questão se ele reaparece ou não.

A história começa quando o rei toma conhecimento da fuga de sua esposa Guinivere com Lancelot e inicia uma busca por todo reino em busca deles. Por qûê queria dar cabo dos traidores ou recuperar Guinivere? Nada! Ele queria mesmo era recuperar o filho do casal que a rainha acabou levando consigo. Cá entre nós, achei esse Arthur muito bonzinho diante de um par de chifres... No lugar dele, acabaria com a raça da rainha e do cavaleiro com os mais altos requintes de crueldade!

Enfim... Não tendo sucesso em sua busca (álem de chifrudo e bonzinho, também achei esse Rei Arthur um pouco lerdo) - por um motivo que me foge a compreensão - o monarca pede a Merlin que lance nele um feitiço que o torne uma forma espectral e só possa ser trazido de volta quando seu reino estivesse em perigo. E para seu retorno, quatro pergaminhos mágico precisariam ser reunidos.

E - pasme - tudo isso acontece nos dois primeiros capítulos.

Depois a história dá um salto de duzentos anos e o reino está sob o domínio de um rei cruel e injustos. E só então  o leitor conhece o personagem principal da história, que não é nada mais nada menos do que um rapaz de dezessete anos: Aaron. Sim, como você provavelmente já deve estar pensando, é ele que recebe a missão de reunir os pergaminhos que trariam o Rei Arthur de volta e, assim, ele colocaria um fim no reinado opressor. E para ajudar Aaron em sua busca, Merlin trás de volta à vida  quatro cavaleiros da Távola Redonda.

Não vou falar mais nada, por quê se não vai acabar rolando algum spolier XD.

Antes de terminar, quero deixar bem claro que eu não sou nenhuma autoridade quanto ao mito do Rei Arthur (ainda não li "As Brumas de Avalon", nem mesmo "As Crônicas de Arthur"), mas mesmo assim o fatos dos personagens se referirem ao reino como Avalon me incomodou um pouco. Pelo muito pouco que sei, Avalon é a ilha governada por Merlin e Viviane, onde Excalibur foi forjada e para onde Arthur foi levado depois de ser gravemente ferido em uma batalha.

Tá certo, tá certo... Eu sei que é uma re-leitura. E não sei dizer se isso foi um "deslize" do autor ou se ele se deu a liberdade de dar o nome que bem quisesse ao reino de Arthur, mas que eu fiquei incomodada, eu fiquei.

De todos os livros do Arthur Lucena, "A Lenda de Avalon - A Espada do Rei" foi o que eu menos gostei. Veja bem: não estou dizendo que não gostei do livro, só que entre os três livros, esse foi o quê menos me cativou. Mas para quem é fã de fantasia medieval (e não se importa muito com certas mudanças em mitos), vale a pena conferir "A Lenda de Avalon - A espada do Rei". E não só esses, como "Magic" e "S.O.S. - Código Azul".

2 comentários:

Cantinho She disse...

Ahhhhh que legal! Parece ser bem interessante!
Bjbj
She

Arthur Lucena disse...

Oi Rafa!
Nossa, que legal! Minha própria resenha! hehehehehe
Bom, o que dizer... Confesso que o tema do livro é um pouco... ímpar (afinal, são poucos aqueles que são fascinaaaados por histórias medievais assim como eu), mas meu sonho desde criança era escrever uma obra baseada na lenda de Excalibur tal qual eu a havia escutado! (ah, e talvez por isso algumas discrepâncias na história... Existem versões e versões da história, e essa é a que eu mais gosto!)
Valeu Rafa, por mais essa resenha!
Logo logo eu publico mais um livro hein... E esse vai ser o melhooor de todos! Abraços!